Como serei capaz de o encarar se não consigo encarar-me a mim mesma? Como serei capaz de agir quando um turbilhão de perguntas são colocados umas atrás das outras na minha cabeça? Como lhe conseguirei dizer não, quando a minha vontade é de dizer-lhe sim, sim, sim?
Quero me esconder, fugir, voltar atrás.
Não me culpo por pensar, mas culpo-me por agir ao sinal de ordem do meu coração.
Difícil é saber que estou num novelo de sentimentos e relacionamentos e, no entanto, as minhas pernas fraquejarem quando tento dar um passo em frente e passar por cima de tudo o que me prejudica..
Quero-me libertar, mas não consigo! A necessidade de ser importante para alguém é maior que a necessidade de me proteger de más-línguas ou da dor..
Pensei que só os tolos se sentem desarmados ao encarar o medo. Agora aprendo que sou uma tola por fazer pouco dos outros que agora olham para mim e me dizem com um olhar incriminatório: "Agora é a tua vez!"

Quanta seriedade neste texto! São palavras que se sentem na pele, no dia-a-dia, no construir de "quem somos"...*
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