domingo, 30 de maio de 2010

Uma questão de certezas

Por todas as incertezas que existem na vida. Por todos os momentos instáveis. Por todas as vezes em que apenas queremos fechar os olhos, e não ver nada do mundo real. Por todas as vezes em que queremos esquecer, mas não conseguimos. Por todas as lágrimas derramadas e aquelas que ficam cá dentro pela impossibilidade de as chorarmos. Por toda a dor e alegria simultânea. Por tudo aquilo que queremos saber, e pelo que nada sabemos. Por todas as certezas, por todas as incertezas. Por todas as vontades, e por tudo aquilo que não temos vontade. Pelas dúvidas, por aquilo que nos faz remoer várias e várias horas, sem termos a coragem necessária, ou a garra que nos ajuda a enfrentar. Pela força que, às vezes, conseguimos ter, e pelas vezes em que fraquejamos. Na vida, tudo é válido. Chorar, sorrir, sofrer, ser feliz, brincar, falar a sério, correr, sentar, pensar, descansar, AMAR. Apenas não podemos desistir, por mais que seja essa a vontade. Na vida temos dois caminhos: o certo e o errado. O errado apenas tem uma saída. O certo, tem várias. Ainda não descarrilei, e não quero sequer pensar que isso vai acontecer. Uns dias mais fraca, outros mais forte, mas no caminho certo - com toda a certeza! Por falar em certezas...dá-me certezas, para que eu não sinta a probabilidade, sequer, de pensar nas dúvidas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Como se de um código nos tratássemos











Que coisa tão assustadora é o ser humano! Uma massa de garantias, de chamadas e registos. Alguns podendo ler apenas um pouco... E outros talvez, não exactamente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

6 biliões de vidas.




Neste momento, há 6 biliões, 470 milhões, 818 mil e 671 pessoas no mundo.

6.470.818.671

Algumas fogem com medo, outras procuram o caminho para casa... algumas mentem para conseguir superar o dia, outras encaram a verdade agora.


Alguns são homens maus, em guerra contra o bem. E alguns são bons, lutando com o mal.

. . .

Seis biliões de pessoas no mundo, . . . seis biliões de almas.

E algumas vezes, só precisamos de uma.

6.470.818.671

domingo, 28 de março de 2010

Sufoco.


"Parece-me que se tivermos de escolher entre duas maneiras de pensar e agir, devemos lembrar-nos que vamos morrer e tentar viver de forma que a nossa morte não traga nenhum prazer para o mundo"

John Steinbeck

quinta-feira, 4 de março de 2010

Felling


"Acho que a lua me entrou no sangue esta noite."

sábado, 23 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pureza ilegal

Era uma lascívia! Caminhava no passeio como se fosse um ovo de Colombo, equilibrista a caminhar no arame e a assustar os olhos de quem a via. Esticavam-se os braços a tentar impedir-lhe a queda mas, tal como no circo, ela nunca caía.

E os homens, envergonhados, continuavam o seu caminho a pensar naquele ludíbrio, desculpando-se com olhos turvos e palavras de cristal que ela quebrava com o seu mutismo.

Não se lhe ouvia sair uma palavra daquela boca fresca com os lábios tão sem rugas como se só comesse batidos de fruta.

Intrigava-nos.

Quando a víamos caminhar naquele passeio, atrás de nós, deixávamos cair os lenços previamente preparados com essências de olivas tropicais, esperando que ela tropeçasse no engodo, mas, nada... rodopiava em volta deles, curiosa, olhava-nos, com o seu olhar de leite claro sorridente, e, quando nós, entusiamados, nos aproximávamos para reivindicar o deslize, deslizava ela, movimentando os ombros ao ritmo dos seus passos e continuava o seu caminho sem uma palavra que fosse.

E quando, nas reuniões de vanguarda, lhe perguntavam por que era assim, olhava surpreendida encolhendo os ombros como se não percebesse e continuava calada porque tudo o que tinha a dizer dizia-o com o corpo.