
Sim. Ela disse-me que vivia em sonhos. A ingenuidade transborda e contrasta com a podridão humana camuflada. Nunca vi ou ouvi bom senso.
O que sinto é uma amplificação do ser pequeno, aquele que "precisa ser", que "precisa provocar", que "transgride a generosidade decente de alguns", pelo ego. "Quero provocar". "Quero saber se ainda sou...".
Que piada, género humano. Nem quero escolher palavras para ser melhor ou pior entendida.
Não sou a moral, nem a extensão de frases cristãs. Sou feita de carne, de senso crítico, e sentidos.
Alice no País das Maravilhas viu a Rainha de Copas correr com uma aflição dos que não pagam para ver. Fracos. Estou cansada. Agradeço a benevolência de ter criado mais portas para a queda-livre.
A não-esperança transforma minha paz com uma temporalidade sedutora. Chega de achar. O cru é o amargo chocolate dos meus dias. Sem dor, sem nada. Apenas tédio por ver a representação, a falta de lealdade, o jogo dentro do jogo. Pedi-lhe que nem se aproximasse. Pedi em silêncio, secretamente.
Sigo agora com a serenidade que incomoda a prostituição da mente. Quero distância de tudo que soa superficial. Isto não é um desabafo. É um tratado, para a lucidez humana!


