domingo, 25 de outubro de 2009

Calem-se, e deixem-me falar!


Sim. Ela disse-me que vivia em sonhos. A ingenuidade transborda e contrasta com a podridão humana camuflada. Nunca vi ou ouvi bom senso.

O que sinto é uma amplificação do ser pequeno, aquele que "precisa ser", que "precisa provocar", que "transgride a generosidade decente de alguns", pelo ego. "Quero provocar". "Quero saber se ainda sou...".

Que piada, género humano. Nem quero escolher palavras para ser melhor ou pior entendida.
Não sou a moral, nem a extensão de frases cristãs. Sou feita de carne, de senso crítico, e sentidos.

Alice no País das Maravilhas viu a Rainha de Copas correr com uma aflição dos que não pagam para ver. Fracos. Estou cansada. Agradeço a benevolência de ter criado mais portas para a queda-livre.

A não-esperança transforma minha paz com uma temporalidade sedutora. Chega de achar. O cru é o amargo chocolate dos meus dias. Sem dor, sem nada. Apenas tédio por ver a representação, a falta de lealdade, o jogo dentro do jogo. Pedi-lhe que nem se aproximasse. Pedi em silêncio, secretamente.

Sigo agora com a serenidade que incomoda a prostituição da mente. Quero distância de tudo que soa superficial. Isto não é um desabafo. É um tratado, para a lucidez humana!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vazio onde nada é nada..




Há o silêncio circunscrito à tua volta,
E, no entanto, a tua pele é o silêncio.

Há a noite que entrou dentro de ti,
E, no entanto, o teu interior não é onde adormecem as crianças
É onde se perdem os cegos.
Não é onde há lua e estrelas
é onde o negro não quer ser tão negro.

existes e só és o teu absoluto vazio!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A outra face.




A minha alma
Está armada e apontada
Para a cara do sossego
Pois paz sem voz
Não é paz, é medo.


domingo, 18 de outubro de 2009

Acto incriminatório!

Como serei capaz de o encarar se não consigo encarar-me a mim mesma? Como serei capaz de agir quando um turbilhão de perguntas são colocados umas atrás das outras na minha cabeça? Como lhe conseguirei dizer não, quando a minha vontade é de dizer-lhe sim, sim, sim?
Quero me esconder, fugir, voltar atrás.
Não me culpo por pensar, mas culpo-me por agir ao sinal de ordem do meu coração.
Difícil é saber que estou num novelo de sentimentos e relacionamentos e, no entanto, as minhas pernas fraquejarem quando tento dar um passo em frente e passar por cima de tudo o que me prejudica..

Quero-me libertar, mas não consigo! A necessidade de ser importante para alguém é maior que a necessidade de me proteger de más-línguas ou da dor..

Pensei que só os tolos se sentem desarmados ao encarar o medo. Agora aprendo que sou uma tola por fazer pouco dos outros que agora olham para mim e me dizem com um olhar incriminatório: "Agora é a tua vez!"


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Recorda-me...


Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

in "Um amor para recordar", Nicolas Sparks

Quero viver no mundo dos sonhos!



Recuso a existência de uma realidade permanente..

domingo, 11 de outubro de 2009

Plymouth...



Obrigado pela boleia segura, Plymouth!

Agora podes descansar... Estamos em casa!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Musicalmente real.




























A música está à nossa volta....























...tudo o que tem que fazer é ouvir!






(in "O Som do Coração)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Não te prives...





... SENTE!

Põe-te na minha pele!





É utópico mudar o mundo todo, mas não é impossível mudar algumas pessoas, aliás alertá-las convicta e activamente. Mudar no sentido da posição crítica, da autonomia, da pró-actividade, da união por bons princípios e da capacidade de, pelo menos, não facilitar o exercício de oportunismo, arrogância e desumanidade de algumas pessoas. Autoritarismo alimenta domínio, poder e desrespeito, podendo chegar a patamares de violência incontroláveis. Deve-se conseguir perceber na pele o que é dominar e ver os outros dominados e também conseguir perceber o que é “pôr-se na pele dos outros”. E quem diz que a jogar/brincar não se aprende?