segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Roleta dos sete pecados


"São sete bichos;
Sete regras do jogo;
Sete provas de fogo;
Para a lógica de cada um;
São sete mundos;
Pelo mesmo planeta;
A mesma bola na roleta;
E apostando no número um;
São sete dores e sorrisos em jogo;
Apostando sete corpos em ponto comum;
Observando na mesma estação;
Os anjos e demônios de cada um."


Anjos e Demônios - Oswaldo Montenegro

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Esta Borboleta também voa em Trás-Os-Montes





Vais voltar..


Esperamos-te :D


" O artista como artista sente menos do que os outros homens porque produz ao mesmo tempo que sente, e nesse caso há uma dualidade de espírito incompatível com o estar entregue a um sentimento." "

Fernando Pessoa




P.S.:Para ti, Borboleta perdida algures em Trás-Os-Montes :) V. Cunha

sábado, 15 de agosto de 2009

Estranha realidade


Dorme, nao acordes. A dormir , acorda, onde queres. Perde-te num sonho. Volta a realidade. ès tu na mesma , quem sabe com novas ideias. Não te percas na realidade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sobrevive.


Acorda e volta. As estrelas sentem a tua falta.

José C. Pires

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Gueisha, of course.




I turned one now gueisha!

Oh that thing!

Adeus, meu amor!


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são como peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.


Eugénio de Andrade

Conto estrelas em ti.


« "Não esteja na Lua,
desça à Terra."
E o menino a replicar:
"Não me chega esta Terra."
"Seja realista, terra a terra."
"Mas eu sou do tipo ar, ar."
E os olhos do menino
já eram balões
quando a professora
lhe ordenou que saísse.
Despediu-se da colega e disse:
"Conto estrelas em ti."
Ao sair, deixou na mesa da professora
o mais bonito avião de papel
que se possa imaginar.
Era uma prenda desesperada
de um menino triste
por não a poder contagiar.

Na sala, um silêncio ficou suspenso
por palavras que também quiseram
voar
. »

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Desordem..


Não quero compreender!
Não quero mais perguntas, nem sequer peço respostas!
Para quê tentar decifrar..
Deleito-me apenas com o simples prazer de observar..
É isso que desejo apenas, quem sabe, sentir...
Sim, sentir! quero sentir!!!
Por favor, não pares de me observar...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sempre que...

...caires, levanta-te e... recomeça.

Solucionista


''Ele sorri quando quer gritar.
Ele canta quando quer chorar.



Ele chora quando está feliz.
E ri quando está nervoso.




Ele luta por aquilo que acredita.
Ele se levanta para injustiça.



Ele não leva não como resposta quando acredita que existe melhor solução.''

Pacto


«Nascemos, e nesse momento é como se tivéssemos firmado um pacto para toda a vida, mas o dia pode chegar em que nos perguntemos:
- Quem assinou isto por mim?»

José Saramago

Coisas vulgares


“Não sou nada de especial e disto estou certo. Sou um homem vulgar, com pensamentos vulgares e vivi uma vida vulgar. (…) o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e isso, para mim, é o que contou.”

Nicholas Sparks

Sei lá quem...


Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo...um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro...
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...

Florbela Espanca

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sempre estrangeiro


"Eu fingi que estudei engenharia.

Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda. Meu coração é uma avozinha que anda Pedindo esmolas às portas da alegria."


Fernando Pessoa

Infância


... A infância é o reino onde ninguém morre.

Pedras no caminho?






"Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Desejo dançante


Dancar e a minha prece mais pura
Movimento em que o meu corpo deslumbra o divino
Em que os meus pes tocam o real
Religiosidade despida de exageros
Desejo lascivo, bordado de plenitude
Atraves dos meus movimentos posso chegar ao inatingivel
Posso sentir por todos os corpos, abracar com todo o coracao
E amar com os olhos, cada gesto significativo
Desenha no espaco o infinito
Pairando no ar, compreensao e admiracao
Iniciar uma prece e como abrir uma porta
Um convite a vencer, para entrar no meu universo
O magico contorna a minha silhueta, ao mesmo tempo que lhe toco sem tocar
Nada a observar, so a participar
Esta prece ausente de palavras
E codificada pela alma
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnotica
Quando terminar esta danca
Estarei certa de que nao seremos mais os mesmos...